segunda-feira, 21 de maio de 2012
Os Pés
23:38
Depois de todos os rumos, todos os turnos,
depois do trabalho, do banho e de todo-tudo
sobram os pés
minitotens
poemas loucos de carne-cascos. Província distante
amordaçada por meias, tênis, cortadores de unhas.
Nesta hora silente os pés cantam
e flutuam pesados, dependurados
pelos tendões.
Os pés são cavalos sem boca
E nos levam longe
Pulsando para além de cercas e moirões.
Os pés:
O que são?
PS
O que és.
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segunda-feira, 16 de abril de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
Esta é a única vida que eu tenho.
Que raios estou fazendo aqui neste dia lindo?! Esta é a única vida que eu tenho!!

Esta é a única vida que eu tenho.
Esta é a única vida que eu tenho.
Esta é a única vida que eu tenho.
Esta é a única vida que eu tenho.
Esta é a única vida que eu tenho.
Esta é a única vida que eu tenho.
Esta é a única vida que eu tenho.
Esta é a única vida que eu tenho.
Esta é a única vida que eu tenho.
Esta é a única vida que eu tenho.
Esta é a única vida que eu tenho.
Esta é a única vida que eu tenho.
Esta é a única vida que eu tenho.
Esta é a única vida que eu tenho.
Esta é a única vida que eu tenho.
Esta é a única vida que eu tenho.
Esta é a única vida que eu tenho.
Esta é a única vida que eu tenho.
Esta é a única vida que eu tenho.
Esta é a única vida que eu tenho.

Esta é a única vida que eu tenho.
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terça-feira, 27 de março de 2012
Querida Música,
A pessoa escrevia no quase escuro. Nos fones Canto de Ossanha. Lá fora, grãos do Saara perambulavam pelas ruas da periferia. Os mesmos grãos do tempo de Cleópatra. Rearranjados, itinerados, sencientes, nanosóis.
Talvez a pessoa não entendesse a letra. Talvez tivesse tido acesso a alguma tradução mecânica. Mas se deixava levar... e a música fluía tropicalmente-são-franciscana-de-açúcardente. (ar ardente). Ente sonoro.
E querido.
Querida Música,
eu te amo nas curvas de um violino, na curvatura planetária de um surdo.
Nas linhas retas que tremem e dançam e sobrevoam as casas, as asas do braço
do violão
eu te amo na voz. da fonte à foz. e me banho no teu oceano-som e vibro entre fogueira
e faísca com minha alma plugada num contra-baixo, com meus pés sambando em
outra dimensão.
Querida Música,
Ele coçava a barba rapidamente e o lápis voltava à folha, foguete, fogueira de sentimentos
furando o muro da ditadura de si mesmo.
Ou ela se despia das vestes longas como quem solta sua pele. E a liberdade nua (mas presa à casa pequena) cai sobre a pele arrepiada com a possibilidade de se ter amor. Desfila na avenida do corpo um samba-enredo do tamboração. E nua tecia palavras-flores-que-voam e encontram outras pessoas-palavras nos dedos nos teclados de internet e celulares.
E a revolução decola.
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Numa nova solidão. De Sol. De Adão.
Numa nova solidão. De Sol. De Adão.
Uma solidão tão...
De Anzol:
Tao
te
King
Burger dos teus rins
Solidão de capins
Solidão de bois
Depois
Depostos
sem chifres, rostos, sexo
Uma solidão sem fim
sem mim
sem bin
hinários
sem música sem vento sem bateria
uma solidão de hélice,
vele-se,
recém-nascida.
grita a solidão silêncio. silencia. medita
contorna
e mergulha profunda dentro de si
e acorda como um gato
e congela seu magma e derrete seu gelo
e fura o planeta em busca do core pulsante
da solidão triunfante
solidão de elefantes
de alto-falantes desligados
e telefones ocupados
em noites de solidão
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Exchanging Center
foto: BR116 by RodrigoEC
você procura uma linguagem que te liberte
como se você fosse uma tartaruga
desovando na praia, zé rodrigo.
uma mula
carregando ouro
sentindo a espora metálica do primata que te monta
e te faz subir e descer serras
atravessar rios
cruzar continentes
e então, zé rodrigo, você procura aqui, na curva de um blog,
na convenção do terceiro milênio cristão
neste país que estende uma mão aos mais fracos
e outra aos mais ricos
alguma ideia que quebre correntes
entorte grades
solte coleiras
desfaça gaiolas
e abra a tontura do rodeio.
e liberte os peões
e deixe em paz os touros
para que as câmeras possam filmar outros movimentos
você fareja um pensamento
que transforme matadouros em jardim,
zé rodrigo.
e shoppings em exchanging centers.
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domingo, 15 de janeiro de 2012
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Nômades de Avião
Está terminando um ano super louco, produtivo, cartográfico
e cheio de alternativas na vida de Zé Rodrigo.
Ele olha para sua barriga e para os meses que passaram e
pensa que deve ter entrado em outro ciclo astrológico.
Um novo retorno de Saturno?
Redescobriu o interior. O frio e o calor. O Brasil sem litoral.
Voltou a conviver de perto com pessoas religiosas.
Redescobriu o futebol e junto dele a cerveja.
Leu Marcos Bagno, a LDB, Arthur Clarke, Lair Ribeiro, Amyr Klink,
Família Schürmmann, Scliar. Releu Castañeda, Bill Waterson.
Escutou direto os Horses até que os soltou nos campos altos e eles sumiram
velozes entre as araucárias infinitas. Escutou os Black Keys. Ouviu milhares
de vezes o Canto de Ossanha. E mais um tanto de Gil, Gal, Caetano, Betha e Chico.
Mas, na curva do ano, seu irmão o recolocou no caminho das pedras e
dirigiu para o Leste, na faixa-nova de Camobi, durante o nascer do sol,
com Aerosmith, Lynyrd Skynyrd e Iron Maiden flapping their wings.
Escreveu pouco. Desenhou um pouco. Caminhou uns 1000km e naufragou
no oceano da ansiedade, num submarino de maionese, tahine e refri.
Mas emergiu e, voltando para a casa, após longa jornada de operário,
Zé Rodrigo tomou um grande banho de chuva de primavera. Ela o lavou,
e o levou. E ele foi embora. As sarjetas viraram rios nervosos.
E as ruas brilharam cruas e sem pegadas.
E, no frio intenso do mundo, Zé fez uma foto. E esfregou as mãos.
E mais uma vez tentou entender a língua de seis cordas de seu Pinho
e juntos cantaram como antigos indígenas até a lua uivar.
Foi um ano de muito trabalho, pesquisas, novos amigos, novas
estradas e rios. O ano da vida que resiste em meio à poluição.
Capivaras, tucanos, peixes. Caminhões carregados de gigantes porcos
vivos e cagados. A aventura humana nos levando em meio à exploração.
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011
sábado, 12 de novembro de 2011
Mano Negra, Santa Maradona - Paint Clip
Mano Negra, Santa Maradona
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quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Band of Horses, Part One - Paint Clip
Band of Horses - Part One
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sexta-feira, 30 de setembro de 2011
SuperSongs - # 108
Músicas néctar
nanam, ninam...
nuvens, novelos, nações,
travel
travesseiro.
nec plus ultra
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nanam, ninam...
nuvens, novelos, nações,
travel
travesseiro.
nec plus ultra
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segunda-feira, 19 de setembro de 2011
loan - in the course of the day (unofficial video)
^^^^^great^^^sound^^^ant^^^^^
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Uma homenagem para Leandro Loan (grande músico de Floripa) - In the course of the day (feat. Steve Howe)
- videoclip não oficial.
E para as formigas do Brasil.
para saber mais:
http://soundcloud.com/leandro-loan/in-the-course-of-the-day-steve
http://subvertente.blogspot.com/2011/09/album-loan.html
outros vídeos que fiz:
http://rodrigoec.blogspot.com/search/label/coletivo%20letivo
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
domingo, 21 de agosto de 2011
Este blog foi dar uma banda.
Escrevendo pra dentro. Tripas. Trip. Viagem.
Danza. Respiração horizontal-plural. Vertical.
Terra Água Ar Fogo
Corpo Musical.
Volta. Passa por baixo da ponte e vai embora.
No segundo semáforo dobra à direita, segue reto e
Dale pau.
Danza. Respiração horizontal-plural. Vertical.
Terra Água Ar Fogo
Corpo Musical.
Volta. Passa por baixo da ponte e vai embora.
No segundo semáforo dobra à direita, segue reto e
Dale pau.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Clearwater Revival
Eu cresci tomando água da torneira.
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segunda-feira, 25 de julho de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
I know time flies so quickly - Audição Vegana - (Just Like) Starting Over
E se neste ano, neste mês, hoje - agora - você/tu:
canta um som, faz amor e anda pelada pela casa,
sem cobertor
e flutua sobre as brasas desse jardim em flor
e toca violão, abraça a vizinha, come tahine com grão de bico,
mamilos-são-trens-a-vapor
e caminha pelo mundo, por altos picos,
faz umas fotos, se alimenta de fótons, sumos, discos,
chicos
zicos, riscos and no animal circuses
e conversa com uma árvore, hibiscos,
e esquece um poema de cor
para lembrar, de repente, de um amor-mor
que te faz desenhar,
driblar para a esquerda, cair na água, mergulhar,
achar um tesouro escondido
no fundo dessa coisa de há mar
amar, amar
até seu peito virar
até seu prato virar
vida
e sua língua mais paladar
'cause you know
time flies so quickly
e libertar os animais depende do seu clique,
tac-tic, em sua razão-coração.
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sábado, 16 de julho de 2011
DesAssisado Machado
Um dia, na antiguidade do planeta, um centauro falou para um primata. Meu, cê tá indo por uma estrada confusa. Eu sei porque já fui por aí. E, em verdade vos digo, ir por estradas é roda.
O primata olhou... olhou. Sentiu falta de seu rabo e coçou a branca bunda careca. Por fim não soube o que falar e continuou afiando pedra com pedra.
Solitário, o homem-cavalo continuou sua jornada de alma-em-extinção.
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